Essa é a época do ano que mais angústia me traz, pois o Natal e o Réveillon se aproximam e hoje não mais vejo motivos para tanta comemoração.
Costumam dizer que essa é a época de confraternizarmo-nos, mas a cada ano que se passa as pessoas estão perdendo esse espírito de confraternização e, consequentemente, o interesse por esse tipo de festa.
Talvez pelo estresse acumulado ao longo do ano, ou até mesmo pelo fato de estarem “ocupados” demais para disponibilizarem um pouco do seu “precioso tempo” àqueles que sempre fizeram parte dos momentos mais importantes da sua vida, os familiares.
Também não mais vejo o Natal e o Réveillon como outrora, época em que as pessoas abriam seus corações e entregavam-se de corpo e alma às fartas festas.
Egoisticamente, as pessoas (não todas, é claro!) estão pouco se importando quantas famílias desejam um simples prato com arroz e feijão na noite de Natal, ou quantas crianças frustram-se pelo fato de o Papel Noel nunca visitar as suas casas, levando-lhes nem que seja um carrinho de plástico, daqueles comprados nas lojas de R$ 1,99. Muitos são os que jogam fora as sobras da ceia, e muitos mais são aqueles que as catam no lixo para levarem aos seus filhos, que nada têm para comer.
É justamente esse o motivo da minha angústia e da minha falta de interesse em comemorar as festas de final de ano. É justamente por isso que há alguns anos sinto meu peito apertado sempre que se aproxima o mês de dezembro.
E quando dezembro chegar? – Joésio Menezes
2010-12-01T08:00:00-02:00
Patrícia Ximenes
Joésio Menezes|Outros textos|Prosa|
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