PatriciaXimenes.com

Inspirações de uma Estrela!

Mostrando postagens com marcador Carlos Drummond. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carlos Drummond. Mostrar todas as postagens

Não se mate – Carlos Drummond de Andrade

Não se mate Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe o que será.
Inútil você resistir
ou mesmo suicidar-se.

Leia mais...
Assine RSS Assine RSS Seguir no TwitterSeguir no Twitter Participe da comunidade no OrkutComunidade no Orkut
Receba o conteúdo por E-mail Clique aqui
anuncio

Amar-Amaro - Carlos Drummond de Andrade

Amar-Amaro Por que amou por que amou
se sabia
p r o i b i d o  p a s s e a r  s e n t i m e n t o s
ternos ou desesperados
nesse museu do pardo indiferente
me diga: mas por que
amar sofrer talvez como se morre
de varíola voluntária vágula evidente?

Leia mais...

Mundo grande – Carlos Drummond de Andrade

Mundo Grande Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.

Leia mais...

Poema da Necessidade - Carlos Drummond de Andrade

Poema da necessidade É preciso casar João,
é preciso suportar Antonio,
é preciso odiar Melquíades,
é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.

Leia mais...

Para Sempre - Carlos Drummond de Andrade

Para SemprePor que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Leia mais...

Toada do Amor – Carlos Drummond de Andrade

toada do amor E o amor sempre nessa toada!
briga perdoa perdoa briga.
Não se deve xingar a vida,
a gente vive, depois esquece.
Só o amor volta para brigar,
para perdoar,
amor cachorro bandido trem.

Leia mais...

Certas Palavras - Carlos Drummond de Andrade

Certas Palavras Certas palavras não podem ser ditas
em qualquer lugar e hora qualquer.
Estritamente reservadas
para companheiros de confiança,
devem ser sacramente pronunciadas
em tom muito especial
lá onde a polícia dos adultos
não adivinha nem alcança.

Leia mais...

A falta de Érico Verissimo - Carlos Drummond de Andrade

Drummond Falta alguma coisa no Brasil
depois da noite de sexta-feira.
Falta aquele homem no escritório
a tirar da máquina elétrica
o destino dos seres,
a explicação antiga da terra.

Leia mais...

Revolta - Carlos Drummond de Andrade

Revolta Não quero este pão — Quinquim atira
o pão no chão.

A mesa vira vidro, transparente
de emoção.
Quem ousa fazer isso em pleno almoço?
Pede castigo
o pão jogado ao chão.

Leia mais...

O seu santo nome - Carlos Drummond de Andrade

O seu santo nomeNão facilite com a palavra amor.
Não a jogue no espaço, bolha de sabão.
Não se inebrie com o seu engalanado som.
Não a empregue sem razão acima de toda razão (e é raro).
Não brinque, não experimente,
não cometa a loucura sem remissão
de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra
que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra.

Leia mais...

O beijo – Carlos Drummond de Andrade

O beijo

Mandamento: beijar a mão do Pai
às 7 da manhã, antes do café
e pedir a bênção
e tornar a pedir
na hora de dormir.

Mandamento: beijar
a mão divino-humana
que empunha a rédea universal
e determina o futuro.

Leia mais...

Verbo Ser - Carlos Drummond de Andrade

Verbo ser Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer?
Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?

Leia mais...

Igual-Desigual - Carlos Drummond de Andrade

Igual-Desigual Eu desconfiava:
Todas as histórias em quadrinhos são iguais.
Todos os filmes norte-americanos são iguais.
Todos os filmes de todos os países são iguais.
Todos os best-sellers são iguais.
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são iguais.
Todos os partidos políticos
são iguais.

Leia mais...

Amor - Carlos Drummond de Andrade

amor- Carlos Drummond O ser busca o outro ser, e ao conhecê-lo
acha a razão de ser, já dividido.
São dois em um: amor, sublime selo
que à vida imprime cor, graça e sentido.

Leia mais...

Úni Dúni Têni - Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade úni dúni têni
salamêni.

Balança, meu bem, balança
entre um e outro trapézio.
No verde tom da esperança,
a cor de prata do césio.

Leia mais...

Aos Namorados do Brasil – Carlos Drummond de Andrade

Aos namorados Dai-me, Senhor, assistência técnica
para eu falar aos namorados do Brasil.
Será que namorado algum escuta alguém?
Adianta falar a namorados?
E será que tenho coisas a dizer-lhes
que eles não saibam, eles que transformam
a sabedoria universal em divino esquecimento?
Adianta-lhes, Senhor, saber alguma coisa,
quando perdem os olhos

Leia mais...

Receita de um Ano Novo – Carlos Drummond de Andrade

Receita de um Ano Novo Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo, até no coração das coisas menos percebidas

Leia mais...

Consolo na praia – Carlos Drummond de Andrade

Consolo na praia Vamos, não chores...
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Leia mais...

Declaração de amor – Carlos Drummond de Andrade

Declaração de amor Minha flor minha flor minha flor.
Minha prímula meu pelargônio meu gladíolo meu botão-de-ouro.
Minha peônia.
Minha cinerária minha calêndula minha boca-de-leão.
Minha gérbera.
Minha clívia.
Meu cimbídio.
Flor flor flor.

Leia mais...

A hora do cansaço – Carlos Drummond de Andrade

A hora do cansaço As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.

Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.

Leia mais...

Em destaque:

Acompanhe:

Assine RSS Assine RSS
Seguir Patrícia no TwitterSeguir no Twitter

Recanto das LetrasRecanto das Letras

Receba o conteúdo!

Digite seu e-mail:

Links Favoritos

Fã Clube Elo - J.V.

Guilherme Arantes

Jorge Vercillo

Sublime Amor . Com
Divulgue-nos:

O melhor conteúdo cultural da internet